Rotterdam por Ana Luíza Alves

Cities by locals.

Rotterdam por Ana Luíza Alves

25/08/26

Ana Luiza é arquiteta e conheceu Rotterdam quase por acaso, em 2016, durante uma Eurotrip com o namorado, Samamba. Os dois chegaram à cidade para visitar uma amiga e, já na Estação Central, Ana mandou uma mensagem para a família: “Acho que vou amar aqui!”. Mal sabia o quanto. Ela já havia estudado alguns projetos de Rotterdam na faculdade de Arquitetura, mas foi só conhecendo a cidade de perto que entendeu o que a tornava tão diferente: uma cidade portuária fortemente marcada pela destruição da Segunda Guerra Mundial e por uma reconstrução que deu liberdade de criação aos arquitetos para experimentar novas formas e ideias. Em 2020, Ana se mudou para Rotterdam junto com o namorado, os dois até têm tatuagens da cidade. Hoje, ela vive em um lugar onde sempre tem algo acontecendo, de festivais de cinema e arquitetura a torneios de tênis e maratonas, em uma das cidades mais internacionais e diversas da Holanda.

Markthal

Por mais clichê que seja, é um lugar que tem meu coração! Foi através dele que conheci a cidade (projeto do escritório local MVRDV) e até hoje acho o conceito incrível: é o mercado central, num prédio em formato super inusitado que mistura comércio e moradia.

Fica bem no centro, numa das áreas mais legais da cidade, e era a minha vista da janela nas minhas duas primeiras casas aqui. No teto do mercado tem uma plotagem gigante de frutas e comidas (se não me engano, é a maior do mundo) e algumas janelas dos apartamentos. Quem mora ali tem visão direta para a parte interna do mercado.

Minha sugestão é escolher uma das barraquinhas que tenha mesas no terraço e comer algo apreciando a vista e o movimento. Às terças e sábados tem uma feirinha ao lado do mercado, o que deixa toda a experiência ainda mais legal.

Depot

Projetado pelo mesmo escritório que o Markthal, o Depot é outro queridinho e um lugar único. Ele é o depósito do acervo de obras do Museu Boijmans, que fica ao lado, e foi o primeiro museu do mundo com esse conceito: deixar o acervo à mostra e acessível à visitação.

O prédio tem uma estética futurista e nele conseguimos ver como as obras são guardadas, mantidas, restauradas e catalogadas! Mais do que as obras em si, acho que a arquitetura do prédio e todo esse “backstage” de um museu são muito legais.

E aqui vai uma dica de “local”: para não gastar por volta de €20 para visitar, diga que você vai ao café, que fica no topo do prédio. Você o acessa por um elevador específico que não dá acesso à exposição, mas ele é de vidro e, assim, você consegue ver como é por dentro e ainda pode acessar o terraço, que dá uma vista legal da cidade. Fica de olho nos horários de abertura do café para conseguir fazer isso!

Outra coisa legal é que, à noite, do lado de fora do museu, eles fazem umas projeções de luz na fachada que refletem no vidro do museu. É bem legal de ver, e de graça!

Erasmusbrug

É a principal ponte da cidade (que eu inclusive tenho tatuada) e também foi uma das coisas que mais me impressionou na primeira vez que estive aqui.

Ela liga a área central/norte ao sul da cidade, passando sobre o rio Maas, o mesmo que é utilizado pelo porto. Adoro caminhar sobre ela e olhar os barcos no rio, os cruzeiros no terminal e os táxis aquáticos. Ela dá uma vista bonita de outras pontes e pontos turísticos da cidade.

Eu também amo cruzá-la correndo! Só não gosto de pedalar nela, pois, como este país é praticamente plano, desacostumei a pedalar em subidas e acho muito cansativo rs.

Watertaxi

Falando no rio Maas e nos táxis aquáticos, esse é um dos meus passeios favoritos aqui! O rio e o porto representam muito do que é a cidade e acho que conhecê-la através da água é especial.

Os water taxis funcionam como meio de transporte aqui e o trajeto que eu faço normalmente com as visitas é pegar o watertaxi na região do ponto 47-Centrum até 75-Delfshaven. Passamos sob a Erasmusbrug, vemos o Hotel NY, Euromast, Het Park, SS Rotterdam e alguns dos lugares mais icônicos.

No ponto em Delfshaven tem uma cervejaria local, bem legal, que vale a parada. O trecho custa €9 por pessoa. Meu horário favorito para esse passeio é ao pôr do sol (o que varia muito ao longo do ano).

Witte de Withstraat

É uma das ruas mais charmosas da cidade! Tem bares, restaurantes, galerias de arte, lojas e coffee shops. Aos finais de semana, o tráfego de veículos é fechado. Só fique atento aos horários: os restaurantes em Rotterdam costumam fechar cedo, a cozinha costuma parar por volta das 21h–22h.

Minhas indicações na região são o Jaffa Shoarma, lá você vai encontrar o prato tradicional da cidade, o Kapsalon. É uma batata frita com salada, maionese, queijo e acompanhamento (meus favoritos são carne de carneiro ou falafel). É uma mistureba que soa e aparenta estranha, mas vale a pena! É aquela comida equivalente ao nosso dogão pós-rolê. Indico também o Supermercado, restaurante mexicano/latino. Atmosfera legal, bom pra pedir nachos e uma sangria. E não poderia faltar o Madame Saigon, restaurante vietnamita delicioso! Bun Bo Xao e Papaya Salad são meus favoritos.

Casas Cubo

Arquitetura única e diferente.

Station Bergweg

Antiga estação de trem transformada em food hall. Super legal! No verão, eles fazem cinema ao ar livre na área externa.

Viskantine

Restaurante sazonal que só funciona no verão, na beira de um canal! Meu restaurante favorito.

Euromast

Torre com vista panorâmica da cidade. Vista incrível! O melhor horário para visitar é o pôr do sol.

Tem um restaurante e também é possível se hospedar nela, algo que nem todo mundo sabe. Depois das 22h, os hóspedes podem acessar a plataforma, que fica fechada só para eles. Também é possível fazer rapel lá!

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